Conceito

Acções que seriam consideradas injustas ou moralmente inadmissíveis quando praticadas por um indivíduo ou uma organização não-governamental não deviam ser moralmente admissíveis quando praticadas pelo Estado.

Por que deve o Estado ter um estatuto moral especial?

As ideias e as circunstâncias estão interligadas na definição do mundo moderno. O mercantilismo e a política industrial de Estados "sábios" e "benevolentes" que escolhiam os vencedores não conseguiram melhorar a vida das pessoas, de uma forma decisiva, nestes Estados imperialistas e proteccionistas do passado. A injustiça da escravatura, a matança de estrangeiros, o queimar "bruxas", o conformismo religioso, a tortura, o despotismo, são actualmente questões morais óbvias, mas durante séculos foram aceitáveis. Todas estas ideias estavam erradas.

Há uma tendência geral para que as ideias certas vençam no longo prazo e as forças da racionalidade tendem a superar as forças do preconceito. Pensar de outra maneira é um sintoma de miopia histórica. Se pressupostos morais errados ainda prevalecem em alguns casos, não devemos subestimar o poder duradouro e intacto de uma verdade elementar. Provavelmente as gerações futuras olharão para trás e perguntarão como foi possível não vermos a injustiça de algumas das ideias que prevalecem actualmente.

O Contraditório Think Tank oferece uma perspectiva libertária distintiva do nosso mundo através do WLI. O WLI tem uma abordagem única sobre uma abrangente lista de 166 factores, documentados pela primeira vez de forma exaustiva e sistemática. O WLI reúne e analisa dados para 159 países utilizando um conceito e metodologia inovadores, que permitem a visualização da generalizada violação de direitos prima facie pelos Estados.

Metodologia

O WLI utiliza uma metodologia que mede as distâncias entre os resultados de cada país e o ponto ideal: a "Libertopia". Quanto maior for a violação dos direitos prima facie num determinado país, maior será a distância até ao óptimo.

O conceito de proximidade implica uma métrica e o WLI usa a distância Euclidiana. O WLI usa uma escala de 0 a 10, onde a "Libertopia" representa um 10 (mais liberdade) e as piores violações um 0 (menos liberdade).

O WLI adopta a distância Euclidiana como métrica pelas seguintes razões:

• É intuitiva;
• Penaliza mais os países onde as violações de direitos individuais são mais graves;
• Diferencia entre violações extremamente graves e violações menos graves;
• Não parte de quaisquer pressupostos sobre a importância de cada factor, uma vez que todos os factores têm o mesmo peso; e
• Apresenta resultados robustos.

Libertarianismo

O libertarianismo é uma filosofia que defende um Estado mínimo, ou, em casos extremos, a inexistência de Estado, segundo o qual o Estado não deve fazer mais do que proteger os direitos dos indivíduos, evitando ele próprio violar esses direitos.

Em vez de apoiar o comportamento dos Estados que de outra forma seriam consideradas violações dos direitos individuais, o WLI é construído no pressuposto de que as restrições morais que se aplicam a outros agentes também se aplicam ao Estado. Simultaneamente, o WLI defende uma abordagem libertária modesta, uma vez que rejeita a natureza controversa de algumas teorias libertárias. Por exemplo, o WLI recusa o egoísmo ético de Ayn Rand; o absolutismo dos direitos individuais de Nozick; ou o contractualismo adoptado por Narveson.

O WLI assenta sobre três ideias gerais, propostas pelo filósofo Michael Huemer:

• O princípio de não agressão numa ética interpessoal. Os indivíduos não devem exercer coerção sobre os outros, por exemplo, atacar, matar, roubar, defraudar, excepto em algumas circunstâncias especiais;
• O reconhecimento da natureza coerciva do Estado. Quando o Estado promulga uma lei, a lei é geralmente apoiada por uma ameaça de punição, a qual é por sua vez apoiada por ameaças credíveis de uso de força física dirigida contra aqueles que desobedecerem ao Estado; e
• O cepticismo em relação à autoridade política. O Estado não pode fazer o que seria errado qualquer pessoa ou organização não-governamental fazer.

Estas três ideias exigem uma filosofia política libertária e todas elas seriam condenadas se fossem praticadas por indivíduos ou organizações não-governamentais. Portanto, a não ser que concedamos ao Estado alguma isenção especial relativamente aos constrangimentos morais comuns, devemos condenar todas as acções do Estado que violam estes princípios, excepto aquelas acções praticadas em circunstâncias especiais.

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